28.12.02

Tudo bem, hoje é um dia diferente. Bateu-me uma vontade imensa de escrever, a preguiça continua rondando, mas ela não contava com este novo brinquedinho: o blog. Passo por aqui e não preciso nem ter muito o que contar; junto uma meia dúzia de palavras amarradas com algum barbante de conjunções interessantes e já posso ir embora sem dor na consciência. Acredito mesmo que um dia irei juntar esse monte de idéias em uma história consistente, palpável; sim, uma história densa como o ar que respiro em crises apnéicas, aquele mesmo ar espumoso que escorre por entre meus dedos quando estendo a mão em busca de uma ajuda divina que eu sei que não virá.


Acho que não fico mais feliz em ficar triste, como costumava, antigamente, ficar. E, dessa forma, lá se vai toda a vontade de escrever novamente e, junto com ela, a ânsia por viver. Isso, contudo, leva-me a outros questionamentos: será que eu não acabei descobrindo muita coisa dessa longa existência (e cismam em dizer que ela é curta) em pouco tempo e talvez, por este motivo, eu esteja desnorteado, sem uma meta a seguir? Talvez a voracidade do meu espírito por uma existência interessante tenha a descoberta, o ato de uma descoberta em si, como único substrato capaz gerar a tão falada felicidade.

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