30.12.02

Algumas vezes fico divagando a respeito da "verdade", daquilo que realmente seria "a verdade". Bem, para isso é preciso primeiro estabelecer o que viria a ser "esta verdade". Interpreto esta "verdade" que procuro como a resposta para meus questionamentos acerca do sentido de nossa ainda inexplicável existência.
De certo não tenho ilusões que essas respostas às minhas perguntas mentais venham de uma forma direta. Não espero que um oráculo antropomórfico venha me responder em claras palavras àqueles questionamentos que ainda nem tive a capacidade de formular corretamente. Acredito que as respostas surjam inesperadamente de associações das experiências por mim vividas; dos amores e de suas conseqüentes decepções; das viagens (geográficas e mentais); daquilo que aprendi e desaprendi com meus pais, amigos e demais companheiros desta biosfera. Acredito sobretudo que estas respostas não sejam definitivas e rogo que realmente não sejam, pois só a dinamicidade temporal, a volatilidade, da verdade poderia livrar-me de uma eternidade de sofrimento causada por uma certeza momentânea. Acredito que minhas certezas não precisem e não devam ser como os dogmas imutáveis de uma religião arcaica transbordante de ortodoxia e paupérrima de compromisso com o simples bom-senso.
Suplico pelas verdades que me guiem sem atrapalhar outras pessoas na busca pelas suas.

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