A Lenda da Caixa de Pandora
Andei procurando alguma coisa na Internet sobre a Caixa de Pandora. Queria saber o real significado da metafórica caixa e qual a história oficial da lenda, mas talvez sejam as inconformidades de histórias que tornem uma lenda aquilo que ela é e, como não poderia deixar de ser, somente encontrei histórias que talvez concordem em algum mundo paralelo que não este em que vivo.
Em meio à realidade torpe da Grande Rede (e cá estou eu denovo tentando descobrir a verdade) consegui achar um ponto em comum. Em todas as versões, geralmente mal contadas, na caixa daquela moça grega chamada Pandora haviam sido aprisionados todos os males: desde o ódio e a inveja até o auxílio-paletó e a cpmf.
Em alguns lugares que visitei (percebam o tom romântico que essa frase poderia ter se eu não estivesse falando de sites) pude observar que haviam sido postos ali dentro daquela caixa também os sentimentos bons, mas notei muita discordância no fim que fora dado a estes. No fim só uma certeza: depois de aberta a Caixa não poderia mais ser fechada.
Há também uma outra história sobre a Caixa de Pandora que talvez seja a mais conhecida de todas, pois foi assim que eu e todos meus amigos descobrimos a tal caixa. Nesta história Pandora é uma velhota baixinha, amiga do Mestre dos Magos, e sua caixa continha passagens para outros mundos, Warp Zones, onde cada lugar onde a caixa era aberta determinava uma passagem diferente. Certa vez um grupo de viajantes, no qual os integrantes, saudosos de sua terra-natal, vestiam-se como fãs incondicionais de Senhor dos Anéis, teve a oportunidade de utilizar a caixa, mas o destino - sempre engraçadinho - prega-lhes mais uma peça, permitindo a destruição do único ponto onde poderiam adentrar a caixa rumo ao único destino que desejavam. Nesta história, ou já quase uma lenda, fica também um ponto meio nebuloso o qual não consigo vislumbrar: também dessa vez teria tido aquele unicórnio idiota que eles levavam a tiracolo alguma culpa no cartório? Só pode ter sido o unicórnio, o único elo entre esta história e aquela da Mitologia Grega com a qual comecei mais essa crônica diáfana.
Lugarzinho para registrar psicodelias. Um baú inteiro de abobrinhas grátis pra quem estiver afim de dar uma olhadinha.
31.12.02
30.12.02
Estive relendo minhas últimas exposições e cheguei a uma conclusão não muito feliz: estou complicando demais.
Não quero ser complicado, não quero ser Nietzche, quero ser Drummond. Pra descomplicar deixa eu explicar:
1) Nietzche era muito bom, mas complicava demais; acho que, às vezes, nem ele próprio se entendia.
2) Drummond é profundo no sentido e raso na forma (e olha eu tentando complicar denovo!); bem, Drummond é claro e talvez, por este motivo, mais relevante, pois chega mais fácil às pessoas.
Bem, essa teoria eu acabei de inventar. É uma teoria minha que precisa ser melhor desenvolvida, não se propõe a ser irrefutável. Aliás, eu mesmo, enquanto montava estas palavras como quem brinca com Lego, já pensei em um monte de formas de me chamar de mentiroso. E escrevendo "um monte" eu já pareço mais com Drummond do que com Nietzche, mas, inegavelmente, acabo ensacando meu texto, minhas emoções, numa embalagem descaradamente plagiada do Sabino.
Isso aí, não tenho estilo, escrevendo sou uma junção daquilo que eu gosto. Talvez minha única contribuição "estilística" expressiva seja o acréscimo de um grande número de estruturas sintáticas defeituosas que não refletem aquilo que quero dizer. Escrever, às vezes parece com falar com a mulher desejada: nada acontece como planejamos.
E talvez (depois de tantos "talvez") esta última teoria coloque-nos todos mais próximos de Drummond.
Não quero ser complicado, não quero ser Nietzche, quero ser Drummond. Pra descomplicar deixa eu explicar:
1) Nietzche era muito bom, mas complicava demais; acho que, às vezes, nem ele próprio se entendia.
2) Drummond é profundo no sentido e raso na forma (e olha eu tentando complicar denovo!); bem, Drummond é claro e talvez, por este motivo, mais relevante, pois chega mais fácil às pessoas.
Bem, essa teoria eu acabei de inventar. É uma teoria minha que precisa ser melhor desenvolvida, não se propõe a ser irrefutável. Aliás, eu mesmo, enquanto montava estas palavras como quem brinca com Lego, já pensei em um monte de formas de me chamar de mentiroso. E escrevendo "um monte" eu já pareço mais com Drummond do que com Nietzche, mas, inegavelmente, acabo ensacando meu texto, minhas emoções, numa embalagem descaradamente plagiada do Sabino.
Isso aí, não tenho estilo, escrevendo sou uma junção daquilo que eu gosto. Talvez minha única contribuição "estilística" expressiva seja o acréscimo de um grande número de estruturas sintáticas defeituosas que não refletem aquilo que quero dizer. Escrever, às vezes parece com falar com a mulher desejada: nada acontece como planejamos.
E talvez (depois de tantos "talvez") esta última teoria coloque-nos todos mais próximos de Drummond.
Algumas vezes fico divagando a respeito da "verdade", daquilo que realmente seria "a verdade". Bem, para isso é preciso primeiro estabelecer o que viria a ser "esta verdade". Interpreto esta "verdade" que procuro como a resposta para meus questionamentos acerca do sentido de nossa ainda inexplicável existência.
De certo não tenho ilusões que essas respostas às minhas perguntas mentais venham de uma forma direta. Não espero que um oráculo antropomórfico venha me responder em claras palavras àqueles questionamentos que ainda nem tive a capacidade de formular corretamente. Acredito que as respostas surjam inesperadamente de associações das experiências por mim vividas; dos amores e de suas conseqüentes decepções; das viagens (geográficas e mentais); daquilo que aprendi e desaprendi com meus pais, amigos e demais companheiros desta biosfera. Acredito sobretudo que estas respostas não sejam definitivas e rogo que realmente não sejam, pois só a dinamicidade temporal, a volatilidade, da verdade poderia livrar-me de uma eternidade de sofrimento causada por uma certeza momentânea. Acredito que minhas certezas não precisem e não devam ser como os dogmas imutáveis de uma religião arcaica transbordante de ortodoxia e paupérrima de compromisso com o simples bom-senso.
Suplico pelas verdades que me guiem sem atrapalhar outras pessoas na busca pelas suas.
De certo não tenho ilusões que essas respostas às minhas perguntas mentais venham de uma forma direta. Não espero que um oráculo antropomórfico venha me responder em claras palavras àqueles questionamentos que ainda nem tive a capacidade de formular corretamente. Acredito que as respostas surjam inesperadamente de associações das experiências por mim vividas; dos amores e de suas conseqüentes decepções; das viagens (geográficas e mentais); daquilo que aprendi e desaprendi com meus pais, amigos e demais companheiros desta biosfera. Acredito sobretudo que estas respostas não sejam definitivas e rogo que realmente não sejam, pois só a dinamicidade temporal, a volatilidade, da verdade poderia livrar-me de uma eternidade de sofrimento causada por uma certeza momentânea. Acredito que minhas certezas não precisem e não devam ser como os dogmas imutáveis de uma religião arcaica transbordante de ortodoxia e paupérrima de compromisso com o simples bom-senso.
Suplico pelas verdades que me guiem sem atrapalhar outras pessoas na busca pelas suas.
28.12.02
Tudo bem, hoje é um dia diferente. Bateu-me uma vontade imensa de escrever, a preguiça continua rondando, mas ela não contava com este novo brinquedinho: o blog. Passo por aqui e não preciso nem ter muito o que contar; junto uma meia dúzia de palavras amarradas com algum barbante de conjunções interessantes e já posso ir embora sem dor na consciência. Acredito mesmo que um dia irei juntar esse monte de idéias em uma história consistente, palpável; sim, uma história densa como o ar que respiro em crises apnéicas, aquele mesmo ar espumoso que escorre por entre meus dedos quando estendo a mão em busca de uma ajuda divina que eu sei que não virá.
Acho que não fico mais feliz em ficar triste, como costumava, antigamente, ficar. E, dessa forma, lá se vai toda a vontade de escrever novamente e, junto com ela, a ânsia por viver. Isso, contudo, leva-me a outros questionamentos: será que eu não acabei descobrindo muita coisa dessa longa existência (e cismam em dizer que ela é curta) em pouco tempo e talvez, por este motivo, eu esteja desnorteado, sem uma meta a seguir? Talvez a voracidade do meu espírito por uma existência interessante tenha a descoberta, o ato de uma descoberta em si, como único substrato capaz gerar a tão falada felicidade.
Acho que não fico mais feliz em ficar triste, como costumava, antigamente, ficar. E, dessa forma, lá se vai toda a vontade de escrever novamente e, junto com ela, a ânsia por viver. Isso, contudo, leva-me a outros questionamentos: será que eu não acabei descobrindo muita coisa dessa longa existência (e cismam em dizer que ela é curta) em pouco tempo e talvez, por este motivo, eu esteja desnorteado, sem uma meta a seguir? Talvez a voracidade do meu espírito por uma existência interessante tenha a descoberta, o ato de uma descoberta em si, como único substrato capaz gerar a tão falada felicidade.
18.12.02
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