Por que as coisas cismam em acontecer dessa forma? Pensou.
São muito mais as perguntas sem resposta que tinha na cabeça. Mas decidiu-se por não compartilhá-las por hora, pois eram pura retórica.
Num instante pareceu-lhe que simplesmente tinha alcançado um estado de existência mais interessante e prazeroso, uma vida que sempre sonhara, mas esqueceu que a dor sempre acompanha o prazer pra não nos deixar esquecer o quão real continua sendo a vida.
Sabia sim, num segundo a grama é verde, o céu é azul, e sopra uma brisa morna e agradável enquanto sorrimos ao escutar passarinhos imaginários que desejamos ter à nossa volta. Mas aí vem um vendaval não previsto na metereologia, um carro desgovernado subindo a calçada, e revira tudo, joga tudo pra cima, e temos que sair catandos os caquinhos, limpando feridas, reorganizando as folhas que levamos, como colegiais, abraçadas, bem apertadas, junto ao peito. Num primeiro momento nos preocupamos em ficar de pé pra sair reorganizando tudo convulsivamente. É então que deixamos faltar algumas folhas, colocamos outras fora de ordem, mas tudo com o nobre propósito de recuperar a harmonia perdida e que tanto era apreciada.
Sabia sim, num segundo a grama é verde, o céu é azul, e sopra uma brisa morna e agradável enquanto sorrimos ao escutar passarinhos imaginários que desejamos ter à nossa volta. Mas aí vem um vendaval não previsto na metereologia, um carro desgovernado subindo a calçada, e revira tudo, joga tudo pra cima, e temos que sair catandos os caquinhos, limpando feridas, reorganizando as folhas que levamos, como colegiais, abraçadas, bem apertadas, junto ao peito. Num primeiro momento nos preocupamos em ficar de pé pra sair reorganizando tudo convulsivamente. É então que deixamos faltar algumas folhas, colocamos outras fora de ordem, mas tudo com o nobre propósito de recuperar a harmonia perdida e que tanto era apreciada.
A grande dúvida nessas horas é decidir se vale a pena reorganizar os papéis, remendar o que foi rasgado, limpar o que foi sujo, ou se é melhor deixar o vento soprar, rodopiar, uivar, como ele faz quando entra pela janela entreaberta da sala, e levar tudo para um destino desconhecido, onde um dia, quem sabe, por estas inegáveis certezas do incerto destino humano, os papéis voltem a passear a nossa frente.
As palavras são boas, o intuito é nobre, o nó na garganta e a inquietação são os mesmos de sempre para estas situações, e o sorriso já não vai tão vistoso como de costume.
"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito, exijo respeito, não sou mais um sonhador. Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor e dou risada do grande amor... mentira!"