13.5.06

De gris a tons verdejantes

Era sexta-feira e já haviam se passado alguns minutos do momento em que o escritório começava a ficar silencioso. Naquele minuto derradeiro, onde não se tem tanta certeza se o que foi produzido durante a semana foi real ou parte do ilusionismo de nossas concepções de subsistência e auto-defesa, pela seqüência de inesperados fatos, tornei-me assustado, revoltado, pensativo, instigado, melancólico, sonolento, desperto, criativo, seguro e novamente salteado por incertezas agridoces.

Desta vez não fui novamente tomado pela certeza adolescente de que tinha descoberto o sentido da vida. Minha alma cartesiana jamais se vangloriaria novamente por acreditar ter descoberto solução para tão angustiante enigma, entretanto estava tudo muito claro: qualquer rumo era correto desde que estivesse traçado.