Un adieu...
E Ritinha (www.ritinha.net) se foi... Como um suspiro abruptamente partido ao meio por um safanão no meio das fuças, ela se foi e não deixou nem um bilhetinho todo azul com os seus garranchos. E me deixou aqui de mãos abanando, perdido na escuridão de uma rede sem brilho, sem graça, sem barulho de máquina de datilografia quando escorrego o ponteiro do mouse nos links, sem papel-de-carta cor-de-rosa colorindo tudo que seria muito esquisito se não fosse da Ritinha, e pior, sumiu com minha foto engraçada de nariz de palhaço. Eu sempre guardei aquela foto ali com a maior consideração. Era quase lógico que ninguém sumiria com aquela foto dali e deixaria uma mensagem esquisita numa língua de tom gutural e ininteligível: "Still can't find what you're looking for? Try a search here." Bem, infelizmente não é tão ininteligível que eu não consiga captar a ironia dos palhaços sem graça que deixaram aquilo lá.
EU JÁ TINHA ENCONTRADO O QUE EU QUERIA! MAS VOCÊS SUMIRAM COM TUDO SEM PEDIR E NÃO ME DEIXARAM NENHUMA OPÇÃO POR PIOR QUE FOSSE! Ah, qualquer opção, qualquer alternativa, seria muito pior e eu detestaria de qualquer forma.
Ritinha , você acha que foi fácil te encontrar? Não foi. E agora você some sem nem se dar o trabalho de me avisar? Sim, some. Não tinha meu e-mail? Não. Nem meu telefone? Também não. Ah, que se dane! Me procurasse até encontrar. Eu não fiz assim com você?
Agora sabe o que vou fazer? Vou te odiar por um tempo até te esquecer, pois triste eu já fiquei. E tenho que fazer isso (te esquecer) rápido senão perco o meu tempo. Provavelmente a raiva vai sumir logo, antes de eu te esquecer, mas aí, já estou até vislumbrando, você reaparece com um sorriso bobo esculpido no rosto. E quão grande será seu espanto ao me ver sorrindo macabramente e usando o nariz de palhaço. Tudo bem, sejamos amigos. A gente pode se cumprimentar caso nos encontremos por aí. Eu certamente não deixarei de lhe desejar uma boa noite caso nossos carrinhos de supermercado esbarrem-se no corredor dos doces, mas vou estar sempre com aquele narizinho vermelho de palhaço à tiracolo, pronto para qualquer eventualidade.
Lugarzinho para registrar psicodelias. Um baú inteiro de abobrinhas grátis pra quem estiver afim de dar uma olhadinha.
12.10.03
5.10.03
Olá moça!
E num domingo à noite?
Será que aí sopra o bom vento morno que me serve de acalanto por aqui?
Será que as distâncias servem à alma como uma ferramenta de auto-análise que pode levar-nos a breves momentos de loucura, mas que acreditamos nunca terem fim?
E se a esperança de viver na felicidade for sempre a previsão de que tudo dará certo no dia seguinte, mas o dia seguinte se afasta de nós à medida em que corremos ao seu encontro em câmera lenta, com pernas trôpegas, como nos sonhos, caindo sem conseguirmos levantar.
Eu aqui torcendo para que seu sorriso permaneça intacto e resista às intempéries por mais mil anos. E que ele não precise resistir a nada. Que os únicos percalços em seu caminho sejam pétalas de rosas a roçar-lhe a face levadas pelo vento enquanto você corre no meio de um nevoeiro imaginário.
Despeço-me no mesmo sonho o qual nunca teremos a certeza de que começou.
"Dorme minha pequena, não valhe a pena despertar."
E num domingo à noite?
Será que aí sopra o bom vento morno que me serve de acalanto por aqui?
Será que as distâncias servem à alma como uma ferramenta de auto-análise que pode levar-nos a breves momentos de loucura, mas que acreditamos nunca terem fim?
E se a esperança de viver na felicidade for sempre a previsão de que tudo dará certo no dia seguinte, mas o dia seguinte se afasta de nós à medida em que corremos ao seu encontro em câmera lenta, com pernas trôpegas, como nos sonhos, caindo sem conseguirmos levantar.
Eu aqui torcendo para que seu sorriso permaneça intacto e resista às intempéries por mais mil anos. E que ele não precise resistir a nada. Que os únicos percalços em seu caminho sejam pétalas de rosas a roçar-lhe a face levadas pelo vento enquanto você corre no meio de um nevoeiro imaginário.
Despeço-me no mesmo sonho o qual nunca teremos a certeza de que começou.
"Dorme minha pequena, não valhe a pena despertar."
4.10.03
Sanduíche de nós
Olhei pra cima de braços abertos num dia quente e úmido e me senti como uma fatia de queijo num imenso sanduíche onde a Terra, sem dúvida, chata, errou que quem disse que era redonda, é a fatia de baixo, um pouco queimada nas bordas, e o céu a fatia de cima, pontilhada de estrelas em lugar de gergelim. O duro é que me proponho a ser uma fatia de queijo consciente, agitadora e esperneante, mas com uma perspectiva de vida pouco significativa, visto que aguardo as dentadas avassaladoras que por certo virão destruir meu mundo-sanduíche sem o glamour cinematográfico de um Apocalipse repleto de luzes de néon.
Olhei pra cima de braços abertos num dia quente e úmido e me senti como uma fatia de queijo num imenso sanduíche onde a Terra, sem dúvida, chata, errou que quem disse que era redonda, é a fatia de baixo, um pouco queimada nas bordas, e o céu a fatia de cima, pontilhada de estrelas em lugar de gergelim. O duro é que me proponho a ser uma fatia de queijo consciente, agitadora e esperneante, mas com uma perspectiva de vida pouco significativa, visto que aguardo as dentadas avassaladoras que por certo virão destruir meu mundo-sanduíche sem o glamour cinematográfico de um Apocalipse repleto de luzes de néon.
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