5.10.03

Olá moça!

E num domingo à noite?
Será que aí sopra o bom vento morno que me serve de acalanto por aqui?
Será que as distâncias servem à alma como uma ferramenta de auto-análise que pode levar-nos a breves momentos de loucura, mas que acreditamos nunca terem fim?
E se a esperança de viver na felicidade for sempre a previsão de que tudo dará certo no dia seguinte, mas o dia seguinte se afasta de nós à medida em que corremos ao seu encontro em câmera lenta, com pernas trôpegas, como nos sonhos, caindo sem conseguirmos levantar.

Eu aqui torcendo para que seu sorriso permaneça intacto e resista às intempéries por mais mil anos. E que ele não precise resistir a nada. Que os únicos percalços em seu caminho sejam pétalas de rosas a roçar-lhe a face levadas pelo vento enquanto você corre no meio de um nevoeiro imaginário.

Despeço-me no mesmo sonho o qual nunca teremos a certeza de que começou.

"Dorme minha pequena, não valhe a pena despertar."

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