Tentando olhar pelas janelas dos meus olhos, enxergo os sorrisos bem escondidos nesta cidade constipada e inviável.
Nos primeiros dias de metrô mantive um sorriso de superioridade no rosto, que aos poucos foi corroído pela falta da maresia e dos sorrisos.
Às vezes me esforço para lembrar como era este sorriso. Esboço uma cópia, mas logo me esqueço.
As molduras das minhas janelas vão perdendo brilho. Adormeço e já é outro dia.
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