Relendo postais.
E já se fez o tempo das crianças saberem que belos horizontes não costumam nos proporcionar vitórias e nem de vitórias vemos o limiar de belos horizontes. E já se fez o tempo das crianças saberem que vitórias remetem a batalhas e de batalhas vitoriosas não regressaram muitos.
Que belo horizonte pode ter alguém com a vitória lembrando hectares de quase-vitoriosos derrotados pelo chão, encharcando o solo desmatado, formando um sangrento rio de Janeiro a Janeiro? Tão longe estaria a vitória do belo horizonte até se fossem duas cidades, como Esparta e Atenas, entrecortadas não por rios ou mares, mas sim por palavras que não são ditas ou escritas e que mantêm um ranço fossilizado por pensamentos mortos há muito tempo. Não há nem mais palavras que possam fazer ressurgir o acalanto pueril nem mais madeira no mundo capaz de reaquecer o fogo que se abrandou até a extinção.
No final, nos ensinam as crianças, parece que só resta aos personagens rezar a um maiúsculo São Paulo, que para uns teria minúscula importância, por um sinal divino que indique a redenção provável, mas desacreditada.