30.6.03

A vida em atos - parte II de III ("A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando essa vida!")

E como há de explicar-se aquele para o qual a existência tornou-se desinteressante?

É com esse questionamento que começo minhas colocações nesta segunda parte de "A vida em atos". Antes, porém, devo uma pequena explicação quanto a cronologia um tanto esparsa desta pequena saga em três edições. Para ser mais claro, gostaria apenas de fazer jus ao tempo que demorei entre os atos I e II deste pequeno monólogo (quase quatro meses), dizendo que pude renascer algumas vezes neste período e espero proporcionar dentro destas novas asserções uma argumentação um pouco mais evoluída que as minhas anteriores.

******** (asteriscos amigos que indicam, na minha lógica pessoal, que vou mudar completamente de assunto e retomar àquilo que comecei a falar lá atrás) **********

Se não me interessa mais a existência então eu deixo de viver ("então levanta o cano outra vez e aperta contra a testa..."), mas espero um momento certo, uma janela de reentrada, para voltar a viver. Desistir não dá, apesar do cansaço e de não acreditar que o mundo tem jeito. E se o mundo não tem jeito então o jeito é ficar com as coisas que têm jeito, do jeito que pudermos.

Acredito que o bom-humor esteja intimamente ligado ao prazer pela vida. Mas como na história do ovo e da galinha, não sei muito bem definir o que vem primeiro: o bom-humor ou o prazer pela vida. Mas isso lá importa? Não nesse texto! E a ordem das coisas é sempre difícil de determinar. O que eu devo fazer primeiro pra conseguir cumprir minha meta número 7.314? A ausência de uma voz de divina que me dê a resposta correta é uma ótima desculpa para que eu me mantenha em meu confortável estado de paralisia. Mas e a meta 7.314 ("Conseguir a Paz Mundial")? Aquela que eu anotei em uma data qualquer na minha agenda. Ou seria numa folhinha de rascunho qualquer? É... tem jeito não, paz mundial só se eu parar minha natação nas terças e quintas!

Nossa, acabei de perceber uma coisa! Acho que deixei meus leitores achando que eu iria dar uma resposta, uma solução, uma cura baseada numa argumentação de um ponto de vista pouco ortodoxo. Gente, desculpem-me se deixei vocês com esta impressão. Estava só tirando uns pensamentos empoeirados do baú. Já vou guardá-los denovo e quem passar correndo por aqui não vai nem perceber a confusão que eu armei.

Estava quase partindo para um curto recesso e pensei numa espécie de indicador para saber se estamos no caminho certo. Uma vez disse a uma amiga que tudo estaria bem se ela sorrise verdadeiramente uma vez por dia e proporcionasse essa mesma sensação a uma outra pessoa. Acho que é uma boa idéia.

"Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol..."

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