Do "Eterno Retorno"
Não sei se era bem isso que Nietzche queria dizer com sua "Teoria do Eterno Retorno", mas Ritinha voltou. Resolveu voltar e mandou recado por uma amiga. Não recebi ainda pedido formal de desculpas, mas já vou antecipando informalmente por aqui que não precisa não.
Chega a ser engraçado como Nietzche acerta em cheio com o Eterno Retorno que eu quiz entender e só agora essa teoria me parece tão clara quanto aquela letra de música que nos toca quando, por um motivo ou por outro, estamos mais sensíveis ao que acontece à nossa volta.
E foi assim com Ritinha e foi assim com o Hotel Imperador e segue-se assim com algumas das pseudo-caras-metade pelas quais a gente resolve se partir ao meio. E bem no meio de retorno de nostalgias que levantam de seus túmulos antes mesmo da última pá de cal ser arremessada revela-se aqui o segredo dessa mágica que pode ser observada no meio de um recém-descoberto universo dodecagonal. O retorno eterno eternamente aplicado ao meu micro-cosmo seria muito mais interessante se as razões nostálgicas retornassem antes de começarem a entrar em decomposição.
O tempo tudo nos faz esquecer e tudo nos faz lembrar. E a vida vai continuando, boazinha como sempre, enquanto a gente respira, ainda que com uma narina de cada vez e às vezes pela boca.
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